quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Deixo tudo assim.


Não me importo em ver a idade em mim,

Ouço o que convém.

Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo e ela tem razão

Quando vem dizer que eu preciso sim

De todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro

A voltar pra mudar o que eu fiz.

Quem então agora eu seria?

Ahh tanto faz! E o que não foi não é,

Eu sei que ainda vou voltar...

Mas, eu quem será?

Deixo tudo assim, não me acanho em ver vaidade em mim.

Eu digo o que condiz. Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão.

Quando vem dizer que eu não sei medir, nem tempo e nem medo.

E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim?

Dispenso a previsão.

Ahhh, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição.

Vou levando assim.

Que o acaso é amigo do meu coração

Quando falo comigo, quando eu sei ouvir...

Essa é dos Hermanos...

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